sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O que há de errado em ser Testemunha de Jeová?

Imagem: Proclamadores do Reino, página  571.
(Traduzido de JW FactsQuem escolhe ligar-se a uma associação religiosa, o faz porque a religião possibilita:

1 - Concentrar a atenção em Deus e seus propósitos eternos
2 - Delinear diretrizes morais
3 - Fornecer comunhão



A Torre de Vigia beneficiou a vida de muitas pessoas ao levá-las a alcançar os objetivos citados acima. As Testemunhas de Jeová são geralmente pessoas sinceras e honestas que dedicam suas vidas a servir a Jeová da maneira prescrita pela Torre de Vigia, através de pregações regulares e frequência às reuniões. Ser uma Testemunha de Jeová não cria para a sociedade o mesmo nível de problemas que criaram certas organizações e cultos extremistas.

Um dos aspectos agradáveis de ser uma Testemunha de Jeová é a quantidade de amigos que podem ser feitos na congregação e a ampla variedade de pessoas que se pode conhecer nos congressos. No entanto, isso não é exclusividade das Testemunhas de Jeová. Tenho amigos de diferentes denominações religiosas que ampliaram bastante os seus círculos de amizade devido às atividades de sua igreja.

O fator preocupante em ser Testemunha de Jeová é o dano causado a inúmeras vidas ao longo de décadas. A culpa não é dos seguidores, mas do sistema; particularmente tem a ver com a maneira pela qual os líderes da Torre de Vigia forçam os seguidores a pensar e a comportar-se.

O foco do que é errado gira em torno de um único ponto: o alto controle que a Torre de Vigia tem sobre seus membros, que afeta a espiritualidade e a vida cotidiana. Isso predomina nas seguintes áreas;

=>Vida cotidiana
  • ·       Cortar amizade com ex-membros, incluindo familiares;
  • ·        Proibição de certos tratamentos médicos;
  • ·   Planejamento de curto prazo para o futuro em matéria de educação; finanças, casamento e filhos;
  • ·        Desprezo para com as pessoas "mundanas";
  • ·        Temor e visão negativa da vida nos últimos dias
  • ·        Controle sobre informações e a proibição de questionamentos
  • ·         Desenvolvimento emocional precário dos membros nascidos na religião.
=> Espiritualidade: sistema de duas classes
  • ·        A Bíblia foi escrita principalmente para os líderes
  • ·        A salvação só é para aqueles que adotam os pensamentos dos líderes;
  • ·        Jesus é mediador apenas para os 144,000



(Por favor, note que, à primeira vista, a maioria das Testemunhas de Jeová não concordaria com a lista acima, e é provável que nem sequer esteja ciente de que, segundo a teologia da Torre de Vigia, Jesus Cristo não é o mediador delas. Cada ponto é discutido aqui em detalhes com o apoio de declarações da Torre de Vigia.)


Ter o controle da própria vida é uma chave fundamental para a felicidade; particularmente o controle no que se refere a relacionamentos, saúde e finanças. A liberdade é de importância primordial e é considerada a maior aspiração da humanidade. O preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas afirma:

“Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de expressão, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum”.

Da mesma forma, em um dos grandes discursos do século 20, Martin Luther King concluiu;

"Quando deixamos a liberdade entrar, quando a deixamos entrar em todas as vilas e em todas as aldeias, em todos os estados e em cada cidade, então poderemos acelerar aquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão juntar as mãos e cantar as palavras de antigo canto negro:  “Finalmente, livre! Finalmente livre! Graças a Deus Todo-Poderoso, estamos finalmente livres! ”

Os grupos religiosos de alto controle limitam muito a liberdade de seus membros com base no sistema de crença dos líderes. O alto controle que a Sociedade Torre de Vigia exige sobre a vida dos membros vai além dos limites do cristianismo, da lei e do desenvolvimento saudável. Esta seção analisa como esse controle é manifesto.



Ostracismo

Ostracismo social como uma forma de controle é uma prática comum entre os grupos totalitários. O ostracismo praticado pela Torre de Vigia é uma prática que já destruiu centenas de milhares de vidas e famílias.


Não poderia ser planejado castigo mais diabólico, se tal fosse possível fisicamente, do que aquele que é solto na sociedade e absolutamente ignorado por todos. Se ninguém se volta quando entramos, se ninguém responde quando falamos ou nota o que fazemos; se cada pessoa que conhecemos nos trata como mortos ou age como se fôssemos coisa inexistente, uma espécie de raiva e sentimento de impotência se instala em nós com tamanha intensidade que a tortura corporal mais cruel seria um alívio; pois isso nos faria sentir que, por mais ruim que pudesse ser a nossa situação, não nos afundamos tão profundamente que não somos dignos de atenção (Os Princípios da Psicologia, volume 1, páginas 293, 234, William James Dover Publications).

Conheço esse sentimento por experiência pessoal, pois o senti várias vezes. Em uma ocasião, assisti a um evento onde havia Testemunhas de Jeová presentes. Quando eu estava de pé segurando minha criança de três anos, um velho amigo veio até nós e, sem dar-se por minha presença, começou a falar com meu filho e depois se afastou. Era como se eu não existisse, como se fosse um objeto inanimado que segurava meu filho.

É comum entre os grupos de alto controle a exigência de evitar ex-membros, tirando a liberdade dos membros de escolher com quem devem ou não devem se associar. Em Combate ao Controle Mentel por Seitas, Steven Hassan aconselha que a primeira pergunta que uma pessoa deve fazer antes de se juntar a qualquer grupo controverso é:

"O seu grupo impõe restrições à comunicação com ex-membros? Este é um dos conjuntos mais reveladores de perguntas que você pode fazer a qualquer membro de seita. Qualquer organização legítima nunca desencorajará o contato com os ex-membros". p.109

No que diz respeito à desassociação, a prática dela pela Torre de Vigia vai além do que determina as Escrituras e funciona como uma forma de controle. A Testemunha de Jeová pode ser desassociada por vários motivos, incluindo discordâncias doutrinárias, tabagismo, apostas, embriaguez e fornicação. Uma vez desassociadas, não se deve conversar com elas ou cumprimentá-las, quer na rua, em encontros sociais ou no Salão do Reino.




Gostaria de conhecer melhor as Testemunhas de Jeová?
Então você precisa ler meu livro
Testemunhas de Jeová – o que elas não lhe contam?
Opções de download aqui

  


Uma pessoa que questiona abertamente a doutrina da Torre de Vigia é tratada como um apóstata e a Sentinela de 1º de outubro de1993, página 19, a descreve como um rebelde contra Jeová; as Testemunhas de Jeová devem ‘sentir aversão para com os que se fazem inimigos de Deus, mas deixam que Jeová execute a vingança’. A Sentinela 1º de julho de 1994, página 13,  afirma que aqueles que param de seguir a Sociedade Torre de Vigia estão se alimentando na ‘mesa dos demônios, e serão obrigados a tomar parte duma refeição literal, não, não como participantes, mas como prato principal — para a sua destruição!’.

Evitado pela família

A maioria, se não todas as principais culturas, reconhecem a família como algo de extrema
importância na vida. Relações familiares saudáveis são um dos principais contribuintes para a felicidade e a estabilidade emocional. A família é o núcleo da sociedade e a Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas diz no seu artigo 12:


“Ninguém será sujeito à interferência em sua vida privada, em sua família, em

seu lar ou em sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação.”

A Sociedade Torre de Vigia viola esse direito ao proibir os membros de ter uma plena associação com seus familiares mais próximos (a menos que sejam muito jovens para sair de casa).
“Poderá ser possível ter quase nenhum contato com tal parente. Mesmo que houvesse alguns assuntos familiares que exigissem contato, este certamente ficaria reduzido ao mínimo” (A Sentinela de 15 de abril de 1988, página 28).
Preste Atenção a si mesmo e a todo o Rebanho, página103, mostra que uma Testemunha pode ser desassociada por conversar com seus familiares desassociados.

É bastante comum ter uma crise pessoal durante o tempo que uma pessoa está desassociada. Um adolescente pode se tornar um viciado em drogas ou ficar grávida e ter necessidade desesperada de apoio familiar. No entanto, por esse mesmo tempo eles

devem ser evitados pela família. Consistentemente, eu vi pais que não são Testemunhas de Jeová que apoiam seus filhos rebeldes quando todos os outros viram as costas para eles. É devastador conhecer ou ler experiências dos criados como Testemunhas de Jeová que foram abandonados por seus pais em momentos de maior necessidade.

Muitos dos meus amigos desassociados foram avisados ​​por parentes que nunca devem visitá-los, telefonar, enviar e-mail ou SMS, a menos que sejam readmitidos como Testemunhas de Jeová. O que uma mãe espera do futuro, sabendo que ela nunca mais pode falar livremente com seus filhos, ou como um filho pode enfrentar a vida uma vez excluído dos encontros familiares? A Sociedade Torre de Vigia insiste nisso e muitas Testemunhas de Jeová não tiveram praticamente nenhum contato com seus pais ou filhos por décadas por causa desta regra.

Ao ser desassociada, uma pessoa que se juntou à Sociedade Torre de Vigia depois de adulto sofrerá por um período de tempo. No entanto, isso é leve em comparação com o efeito sobre a vida de uma pessoa que foi criada como Testemunha. Uma pessoa que nasceu na religião terá quase todo o seu círculo de familiares e amigos dentro da Organização. Seus objetivos, pensamento e fala serão todos fortemente influenciados pela Torre de Vigia. Ao serem desassociados, eles geralmente não têm ninguém a quem recorrer, visto que foram forçados a viverem alienados do mundo ao seu redor. Ao ser desassociado aos 18 anos, um amigo meu descreveu que se sentia como um dos “mortos vivos”. Levou dois anos para se recuperar da depressão resultante e aprender a se integrar na sociedade em geral.





Morte e sofrimento desnecessários

As Testemunhas de Jeová devem colocar "Jeová" em primeiro lugar, mesmo que isso resulte em morte. Portanto, não se deve fazer nenhum compromisso de salvar a própria vida. Infelizmente, mais tarde mudanças nas regras provaram que muitas vezes não foi Jeová, mas a Torre de Vigia que foi colocada em primeiro lugar.

“Os servos de Jeová criaram uma notável reputação de integridade. Ao sofrerem pressão, eles mostram que ‘não amam a sua própria alma’ mais do que a Jeová. (Revelação 12:11). Sabiamente, não abandonam os princípios cristãos na tentativa de salvar a sua vida atual. (Lucas 9:24, 25) Sabem que, mesmo se perderem a vida agora por apoiarem lealmente a soberania de Jeová, ele os recompensará por meio da ressurreição” (Adore o Único Deus Verdadeiro, página 89).

Teoricamente louvável, isso não significa que, ao seguirem a interpretação da Torre de Vigia, as Testemunhas de Jeová estão a colocar Jeová em primeiro lugar. A interpretação em áreas que ameaçam a vida continua a mudar (ao contrário dos padrões de Jeová), resultando desnecessariamente em morte e sofrimento de Testemunhas de Jeová em razão de seguirem princípios que aparentemente não era o que Jeová exigia.


Malawi

Jesus ordenou que devemos "pagar a César o que é de César”, Cornélio se converteu enquanto era oficial militar e, em Romanos 13, Paulo ordenou que obedeçamos aos governantes; por isso, é com pouca justificativa que a Sociedade Torre de Vigia insiste que as Testemunhas de Jeová se abstenham de votar e de política. Isso tem sido uma causa de perseguição desnecessária para muitos seguidores. O mais censurável tem sido a situação das Testemunhas de Jeová em Malawi.

Na década de 1960, a Torre de Vigia decretou que as Testemunhas de Jeová de Malawi não deviam assinar um cartão de filiação política em um estado de partido único. Isso resultou em milhares de Testemunhas de Jeová sofrerem tortura brutal, estupro, morte e exílio entre 1963 e 1992. (Anuário de 1999 páginas 149-223) Para um exame completa desta situação, veja Malawi vs México


Orientações médicas

A Torre de Vigia tem um histórico de fornecer aconselhamento médico incomum e errado. A revista A Idade de Ouro (agora chamada Despertai!) continha advertências contra tudo, desde o uso de panelas de alumínio até a alimentação antes do almoço. Na década de 1970, transplantes de órgãos foram banidos sob a argumentação de que era canibalismo. Atualmente, as transfusões de sangue não são permitidas. A Despertai! de 22 de maio de 1994, página 2, admite que esta norma levou à perda de vida nos seguintes termos: "milhares de jovens morreram por colocar Deus em primeiro lugar".


Embora apresentado como vindo de Deus, a orientação continua a mudar – um indicativo do contrário. A proibição de quais componentes do sangue devem ser evitados mudou constantemente, resultando em que Testemunhas continuam a morrer com base nas opiniões e caprichos de homens.


Quando oitenta fiéis do Ramo Davidiano morreram em 1993 sob a liderança de David Koresh, e quando, em 1978, centenas morreram num suicídio em massa, em Jonestown, o mundo ficou em choque e horrorizado em vista do poder destrutivo de seitas perigosas. No entanto, o número de mortos nas mãos desses dois líderes é menor em comparação com o número de mortes acumuladas de Testemunhas que foram manipuladas pela falsa doutrina médica da Torre de Vigia.


Prisão em vez de serviço militar
Um exame dos fatos históricos mostra que as Testemunhas de Jeová não somente recusaram vestir uniformes militares e pegar em armas, durante o último meio século, ou mais, mas que também recusaram fazer serviços não-combatentes ou aceitar outro serviço em substituição do serviço militar (Unidos na adoração do único deus Verdadeiro, página 167).

Depois de dezenas de milhares de jovens homens Testemunhas, no auge de suas vidas, terem passado anos nas prisões por recusar o serviço civil, em 1996, a Torre de Vigia decidiu que esse serviço não era um requisito cristão, mas uma questão de escolha pessoal.
O que se dá, porém, quando o Estado exige que o cristão preste serviço civil durante um período como parte dum serviço nacional sob uma administração civil? Novamente, os cristãos têm de fazer a sua própria decisão baseada numa consciência informada (A Sentinela de 1º de maio de 1996, página 20)
Como a Torre de Vigia justifica tal sofrimento desnecessário? Em vez de pedir desculpas, ela afirma que foi Jeová que permitiu isso!

Sensação de ter sofrido desnecessariamente 
No passado, algumas Testemunhas sofreram por se terem negado a participar numa atividade que sua consciência agora talvez permita. Por exemplo, isto talvez tivesse que ver com sua escolha, anos antes, de certo tipo de serviço civil. Um irmão talvez ache agora que pode prestar conscienciosamente este serviço sem violar sua neutralidade cristã referente ao atual sistema de coisas. Foi injusto da parte de Jeová deixá-lo sofrer por rejeitar aquilo que agora poderia fazer sem conseqüências? A maioria dos que passaram por isso não pensam assim. Antes, alegram-se de ter tido a oportunidade de demonstrar em público e de forma clara que estavam decididos a se manter firmes na questão da soberania universal (A Sentinela de 15 de agosto de 1998, página 17)

Planejamento para o futuro
Desde o início, a Sociedade Torre de Vigia afirmou que o fim está por vir; no entanto, já se passaram mais de 130 anos de falsas expectativas. Ao longo deste período, datas e termos como "nos próximos anos" não foram cumpridas. No entanto, isso não impediu a Sociedade Torre de Vigia de continuar a requerer urgência ao dizer que o fim ocorrerá em breve. Como o fim está "tão próximo", a Torre de Vigia recomenda que os membros adiem planos para o futuro e se dediquem a distribuir a Sentinela e sua mensagem, louvando aqueles que o fazem.
Receberam-se notícias a respeito de irmãos que venderam sua casa e propriedade e que planejam passar o resto dos seus dias neste velho sistema de coisas empenhados no serviço de pioneiro. Este é certamente um modo excelente de passar o pouco tempo que resta antes de findar o mundo iníquo (Nosso Ministério do Reino de julho de 1974, páginas 3,4; Covo você está usando sua vida?).
Ao se inflar de expectativa a vida dos seguidores, são afetadas as decisões que eles tomam com relação à educação, às crianças e ao planejamento para o futuro. As seguintes são áreas específicas nas quais a Torre de Vigia continua a influenciar as decisões dos membros. 

Educação superior
A Torre de Vigia não proíbe expressamente a educação superior, mas desaconselhou isso repetidamente. Já em 1910, Russell criticou a educação superior.




Tradução:
Meu conselho é, então, deem aos seus filhos uma educação primária; nem mesmo leve-os ao ensino médio, pois eles recebem muitas críticas nas universidades e não demorará muito para serem criticados nas escolas comuns também (What Pastor Russell Said, páginas 57,58).

Esta atitude negativa em relação à educação superior tem sido expressada desde então.

Em vez de se contentar com "sustento e cobertura", aqueles que se dedicam a obter uma "educação superior" geralmente querem possuir as "outras coisas" que o dinheiro pode comprar (A Sentinela de 1º de fevereiro de 1967, página 76, em inglês).
Um diploma universitário pode, ou não, melhorar suas perspectivas de emprego. Mas uma realidade é indisputável: “O tempo que resta é reduzido”! (1 Coríntios 7:29) Apesar de todos os benefícios presumíveis, será que quatro anos ou mais na universidade serão o melhor modo de utilizar esse tempo que resta? — Efésios 5:16 (Despertai! de 8 de maio de 1989, página 13; Que carreira devo escolher?).

Durante a década de 1990, as dificuldades que algumas Testemunhas de Jeová estavam tendo na obtenção de emprego satisfatório levou a um abrandamento do conceito de anti-educação, mas ainda que com advertências e conselhos.

Quando pais cristãos de modo responsável decidem prover aos filhos uma educação adicional, depois do segundo grau, isto é prerrogativa deles. O período destes estudos varia segundo o tipo de ofício ou de ocupação escolhido. Muitos pais cristãos, por motivos financeiros, e a fim de habilitar os filhos a ingressar no serviço de tempo integral o mais cedo possível, escolheram para eles programas de estudo de curta duração, em escolas profissionalizantes ou técnicas. Em alguns casos, os jovens tiveram de trabalhar por algum tempo como aprendizes em determinado ofício, mas tendo sempre em mira uma vida plena de serviço a Jeová. Caso se façam cursos adicionais, o motivo certamente não deve ser o de se destacar em erudição ou de empenhar-se por uma prestigiosa carreira no mundo. Os cursos devem ser escolhidos com cuidado. Esta revista tem colocado ênfase nos perigos da educação superior, e isto é justificável, porque grande parte da educação superior se opõe ao “ensino salutar” da Bíblia. (Tito 2:1; 1 Timóteo 6:20, 21) Além disso, desde os anos 60, muitas escolas de ensino superior tornaram-se berços de iniqüidade e de imoralidade. “O escravo fiel e discreto” tem fortemente desestimulado ingressar em tal ambiente. (Mateus 24:12, 45) Deve-se admitir, porém, que os jovens, atualmente, se confrontam com esses mesmos perigos nas escolas secundárias e em escolas técnicas, e até mesmo no lugar de trabalho. — 1 João 5:19 (A Sentinela de 1º de novembro de 1992, página 20).
Lembre-se também de que “o tempo que resta é reduzido”. (1 Coríntios 7:29) Quanto tempo dedicará a tal educação? Consumirá ela a maior parte dos seus anos como jovem? Neste caso, como poderá aplicar o encorajamento da Bíblia, de ‘lembrar-se do seu Grandioso Criador nos dias da sua idade viril’? (A Sentinela de 1º de setembro de 1999, página 17).

Esta posição branda não durou muito; os artigos voltaram a se concentrar nos perigos da educação e demostraram uma atitude próxima ao desprezo para com aqueles que têm planos de obter educação e riqueza.

Não concorda que para sermos abençoados por Jeová temos de evitar buscar nossos próprios interesses em detrimento de sua adoração? Como, por exemplo, quando a atividade ou o interesse que desvia nossa atenção envolve busca de riqueza, planos de enriquecimento rápido, ambiciosos projetos de obter educação superior para seguir uma carreira neste sistema ou cursos de aperfeiçoamento pessoal. Tais coisas podem não ser erradas em si mesmas. Mas consegue discernir que, do ponto de vista da vida eterna, elas são de fato “obras mortas”? (Hebreus 9:14) Como assim? São espiritualmente mortas, vãs e infrutíferas. Se a pessoa insiste nelas, tais obras podem levar à morte espiritual. Isso aconteceu com alguns cristãos ungidos nos dias dos apóstolos. (Filipenses 3:17-19) E tem acontecido com algumas pessoas nos nossos tempos. Talvez conheça alguns que, aos poucos, se afastaram das atividades cristãs e da congregação; agora não demonstram nenhuma inclinação para voltar ao serviço de Jeová (A Sentinela de 14 de abril de 2006, página 27, 28).

A reunião do Superintendente de Circuito com Anciãos e Servos Ministeriais, para os meses de março a agosto 2008, mostrou que, em certas circunstâncias, um Servo ou Ancião pode ser removido do cargo se promover a formação superior.

"Situação: A filha de um ancião estuda na universidade longe de casa com o objetivo de ganhar muito dinheiro. O ancião e sua esposa dizem aos outros irmãos que sua filha está fazendo isso a seu pedido, em vista da boa situação econômica que ela terá e o prestígio que a família ganhará. 
Perguntas: Que opinião tem essa família daquilo que o escravo fiel disse sobre educação superior, conforme revelado por suas palavras e conduta? (Salmo 1: 2, 3; 1 Cor.2: 13-16; 3 João 9) [Quando um cristão designado promove educação superior com o propósito de ganho econômico ou prestígio, isso coloca em dúvida suas qualificações para servir na congregação, e pode afetar sua maneira de pensar e a de seus colegas anciãos]. 
O resultado pode ser visto em uma pesquisa de1993, com 113 mil pessoas, que foi feita  por Kosmin e Lachman. Dos trinta grupos religiosos listados, as Testemunhas de Jeová tinham o menor nível de formação superior e o menor status social agregado, que foi baseado nos seguintes critérios: casa própria, renda familiar anual, formação superior e porcentagem no trabalho integral. Ao passo que 49,5% dos Universalistas Unitário e 20% dos Católicos tinham um diploma, apenas 4,7% das Testemunhas o possuíam.  





Desaconselhado a ter filhos e casar-se
A Torre de Vigia não proíbe casamento e filhos. Por exemplo, a Sentinela de 15 de outubro de 2011, na página 13, afirma: "Os cristãos hoje também têm o direito de decidir por si mesmos casar-se ou não. Outros não devem pressioná-los a tomar essa ou aquela decisão". No entanto, particularmente em tempos de maior expectativa quanto à vinda do Armagedom, a Sociedade Torre de Vigia encoraja a que o casamento e filhos sejam adiados; argumenta que casamento e criação de filhos diminui o trabalho de difundir sua mensagem nestes "últimos dias".

Milhares de irmãos e irmãs mais jovens estão fazendo sacrifícios para fazer mais no serviço de Jeová. Por exemplo, eles decidem ficar solteiros ou não ter filhos, pelo menos por um tempo. Irmãos de mais idade também fazem sacrifícios. Alguns talvez gostariam de passar mais tempo com os filhos ou com os netos, mas abrem mão disso para apoiar a construção de locais de adoração ou cursar a Escola para Evangelizadores do Reino e servir em lugares onde a necessidade é maior. Outros mudam sua rotina para apoiar mais a pregação na época da Celebração. Jeová fica muito feliz com os esforços que todos esses irmãos fazem e nunca vai se esquecer do amor que demonstram por ele. (Leia Hebreus 6:10-12.) Será que você também pode fazer mais no serviço de Jeová? (A Sentinela de Abril de 2016, página 9, edição de estudo).
Embora os três filhos de Noé fossem casados, nenhum deles teve filhos antes do Dilúvio [...] Isso não quer dizer que é errado ter filhos atualmente, mas muitos cristãos preferem não os ter para poderem empenhar-se plenamente na obra urgente que Jeová deu ao seu povo. Alguns casais esperam algum tempo para ter filhos; outros decidem ficar sem filhos e consideram a possibilidade de tê-los no novo mundo justo de Jeová (A Sentinela de 1º de agosto de 2000, página 21).
Isso ocorreu na mensagem pregada antes do final do milênio.
Se se pretendesse que a expansão do cristianismo se desse primariamente por meio da geração de filhos, Jesus não teria incentivado seus discípulos a “dar lugar” ao estado de solteiro “por causa do reino dos céus”. (Mateus 19:10-12) [...] Qual deve ser o conceito dos cristãos quanto ao casamento e ter filhos hoje, neste “tempo do fim”? (Daniel 12:4) Nunca antes foi tão verídico que ‘a cena deste mundo está mudando’, ou, como diz outra tradução, que “o mundo, em sua forma atual, bem depressa se acabará”. — 1 Coríntios 7:31, A Bíblia Viva. Agora, como nunca antes, “o tempo que resta é reduzido”. Sim, resta apenas um tempo limitado para o povo de Jeová terminar a obra que ele lhes comissionou, a saber, pregar ‘estas boas novas do reino em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim’. (Mateus 24:14) Esta obra precisa ser terminada antes que o fim venha. Portanto, é apropriado que os cristãos perguntem a si mesmos até que ponto o casar-se, ou terem filhos, caso sejam casados, afetará a sua participação nessa obra vital. [...] Durante todo aquele período pré-diluviano, os filhos de Noé e suas esposas não tiveram filhos (A Sentinela de 1º de março de 1988, páginas 19, 21 e 22; Ter filhos entre o povo de Deus).
No final de 1975, esse mesmo raciocínio foi exposto.
Atualmente há uma grande multidão de pessoas que estão confiantes que se acha agora iminente uma destruição de ainda maior magnitude. A evidência é que a profecia de Jesus em breve terá um grande cumprimento, sobre o inteiro sistema de coisas. Este tem sido um fator destacado em influenciar muitos casais a decidir não ter filhos nesta época. Preferiram não ter filhos de modo que pudessem ficar mais livres para cumprir as instruções de Jesus Cristo, de pregar as boas novas do reino de Deus em toda a terra, antes de vir o fim deste sistema. — Mat. 24:14 (Despertai! de 22 de março de 1975, página 11, em português; Despertai! de 8 de novembro de 1974, página 11, em inglês).

Em 1941, a Torre de Vigia disse que os seguidores estavam nos "meses restantes antes do Armagedom". (A Sentinela de 15 de setembro de 1941, página 288) No início deste período especificamente advertiu que seria inapropriado se casar e ter filhos.

Seria biblicamente correto para eles se casar e começar a criar filhos? Não, é a resposta fornecida pelas Escrituras. Aqueles Jonadabs que agora cogitam o casamento, parece, fariam melhor se esperassem alguns anos, até que a tempestade ardente do Armagedom tenha passado” (Encare os Fatos, de 1938, páginas 46-50, em inglês).

A Sentinela de 1938:


Tradução:


Note as palavras de Jesus, que definitivamente parecem desencorajar a criação de filhos imediatamente antes ou durante o Armagedom (A Sentinela de 1º de novembro de 1938, página 324).

Livro Filhos, página 241, escrito por Rutherford e lançado em 1941


Rutherford teve uma visão particularmente negativa do casamento, como refletido em revistas durante sua época. Consolação (hoje Despertai!) de 1937, edição de 27 de janeiro, trazia um artigo com o título "Aquela Desilusão Chamada Amor" que continha declarações e recomendações bizarras, como a promoção do casamento organizado. Concluiu:


Tradução:


As pessoas dedicadas a Deus fazem bem em abster-se do casamento, a menos que sejam atormentadas continuamente pelo desejo de relações sexuais – caso em que devem se casar. Para aqueles mais jovens ou mais velhos que precisam se casar com esse objetivo, deixe-os cuidar do assunto com franqueza e honestidade, evitando as feridas, as desilusões e ilusões do chamado "amor" propriamente dito e noivado, que trazem vitupério sobre o santo nome de Jeová

Em discursos públicos, o juiz Rutherford, o segundo líder da Torre de Vigia, se referia às mulheres como "ossos e um punhado de cabelo". Isso vem de uma linha no poema de Rudyard Kipling, de1897, The Vampire: "Para um pano e um osso e um punhado de cabelo". Um desses discurso foi citado na Sentinela de 1941, onde Rutherford dá conselhos sobre casamento.

A Sentinela de 1941:




Tradução: 
"Por que, então, um homem que agora tem diante de si a perspectiva de ser da grande multidão devia se amarrar a uma pilha de ossos e a um punhado de cabelo? (Aplausos)" (A Sentinela de 15 de setembro de 1941, página 287)

Muitos que aderiram a este conselho na década de 1930 morreram sem experimentar a alegria do amor matrimonial, filhos e netos.

Legislativo
A mensagem de Jesus era que seus seguidores deveriam ser libertados dos fardos da Lei Mosaica, condenando os fariseus pelo conjunto de regras que eles criaram. Ele prometeu: "Pois o meu jugo é suave e a minha carga é leve.”. (Mateus 11:30). Os cristãos deveriam basear seu comportamento em princípios de amor. Paulo repetidamente mostrou que a Lei foi substituída (Romanos 7: 6) e em Atos 15:28, os anciãos declararam que pareceu bem “ao espírito santo e a nós não impor a vocês nenhum fardo além destas coisas necessárias”.



Gostaria de conhecer melhor as Testemunhas de Jeová?
Então você precisa ler meu livro
Testemunhas de Jeová – o que elas não lhe contam?

Opções de download aqui


A Sociedade Torre de Vigia, no entanto, construiu gigantesco amontoado de regras. O livro Procedimentos Organizacionais da Filial possui mais de 1.100 regras e regulamentos. Há mais de 30 razões para alguém ser desassociado. Além das regras já discutidas, há uma infinidade de regulamentos escritos e não escritos, obrigatórios ou recomendados, declarados diretamente ou implícitos, em relação aos códigos de vestimenta, uso de barba, entretenimento, tamanho das reuniões, impureza e assim por diante.

Por exemplo, a seguinte recomendação a respeito de vestimenta indica quão abrangente podem ser as regras da Torre de Vigia:
Será que nossa aparência deve ser digna apenas enquanto estivermos assistindo ao congresso? Não nos esqueçamos de que muitos nos verão usar o crachá enquanto estivermos na cidade do congresso. Nossa aparência deve nos distinguir do público em geral. Portanto, mesmo nas horas de lazer, quando, por exemplo, vamos jantar fora depois do programa, devemos nos vestir apropriadamente como ministros que estão na cidade com o objetivo de assistir a um congresso cristão, e não usar jeans, bermudas ou camisetas. Que testemunho vestir-se bem dará à comunidade! Jeová fica feliz quando nossa aparência reflete o papel que temos como ministros (Nosso Ministério do Reino de abril de 2007, página 4).

Medo
Quão fracassado. Quando eu era criança e perdi meu primeiro dente, acordei na cama à noite pensando se eu morreria no Armageddon por causa do sangue que engoli. Crianças não devem ter medo de coisas como essa.

O medo é uma poderosa forma de controle usada com sucesso pelas religiões durante séculos. O uso do medo pela Torre de Vigia é apresentado em detalhes no capítulo sobre Medo e Controle da Mente.

O livro Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado, de 1958, foi usado como o livro de histórias da Bíblia para crianças até o lançamento de Meu Livro de Histórias Bíblicas em 1978. Quando criança, tive pesadelos recorrentes de cair de um penhasco e tenho poucas dúvidas de que as seguintes imagens e texto da página 209 tiveram efeitos prejudiciais em mim e em outras crianças impressionáveis.


O drama do congresso de 2017, intitulado "Lembre-se da mulher de Ló", contou o caso de uma Testemunha pioneira que abandonou o serviço em prol de uma carreira secular de tempo integral. Comparando-a à mulher de Ló, o drama mostrou a seguinte imagem, julgando-a como materialista e merecedora da destruição por Deus.



A imagem é projetada para inculcar o medo e exibe uma semelhança impressionante com gênero de filme estrangeiro asiático, como o filme de terror J-Grudge.


Visão negativa da vida
Desde a sua criação, a Sociedade Torre de Vigia consistentemente tem pregado o fim e como a vida é inviável.
A Sentinela de 1894 de : 



Tradução:
Nossos leitores estão escrevendo para saber se não pode haver um erro na data de 1914. Eles dizem que não vêem como as condições atuais podem durar tanto tempo sob tensão (A Sentinela de 15 de julho de 1984, página 227). .
Estes últimos dias são desafiadores. Não é fácil conciliar os assuntos familiares, as atividades seculares, as atividades congregacionais e a pregação. Além disso, muitos de vocês têm de lidar com doença, depressão, idade avançada e até oposição. A maioria está ‘sobrecarregada’. Queremos expressar a nossa empatia, no espírito das palavras de Jesus: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei.” (Anuário de 2006, página 5)
Ser uma Testemunha requer um modo de pensar especial, que motive uma pessoa a viver com senso de urgência nestes "últimos dias" iníquos e sem precedentes. Conceitos negativos são constantemente apresentados para manter os membros em constante vigilância a respeito das  pessoas ao redor e dos tempos em que vivemos. As catástrofes globais são bem-vindas como "prova" que poucos anos restam até o Armagedom.

Há uma referência constante às Escrituras dizendo  que “nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de suportar”, que homens “impostores se tornarão cada vez piores” e que haverá “ai da terra e do mar”  (2 Timóteo 3: 1, 13; Apocalipse 12:12) Por exemplo, nos últimos 53 anos, a passagem  "tempos críticos, difíceis de suportar" foi citada 897 vezes, enquanto o conhecido versículo do Salmo 23: 1, "Jeová é Meu Pastor; Não me faltará", foi mencionado apenas 111 vezes. As seguintes são declarações típicas da Torre de Vigia.
Duas guerras mundiais, centenas de conflitos armados menores, fome, grandes terremotos, pestilências, onda após onda de crimes e de violência, bem como uma campanha mundial de pregação, constituem todos juntos um aviso dramático de que a sociedade humana se aproxima rapidamente duma crise cataclísmica (A Sentinela de 1º de março de 1993, página 4).
Vivemos em tempos difíceis. Guerras civis e conflitos étnicos, catástrofes naturais e outros acontecimentos horríveis são coisas do dia-a-dia. Agora, como nunca antes, a família humana precisa ouvir boas notícias (Nosso Minisitério do Reino de abril de 2005, página 1).

A realidade dos tempos em que vivemos é bastante diferente. Um estudo da história mostra que agora é um momento de paz. Os direitos humanos, particularmente para mulheres e crianças, são muito maiores do que nunca. Os avanços médicos significam que a expectativa de vida em muitos países duplicou nos últimos 100 anos e podemos viver com muito menos dores. A pessoa de calsse média que vive em países desenvolvidos goza de luxos que poucos reis tiveram acesso nos séculos passados. A Australian Financial Review, da data de 24 a 28 de março de 2005, afirmou que vivemos no período de tempo mais saudável e mais pacífico de toda a história.

A Torre de Vigia precisa mostrar que as condições são muito piores do que realmente são para provar que estamos nos Últimos Dias e criar urgência em seguidores para se dedicar ao crescimento da organização. As religiões saudáveis ​​não precisam criar urgência negativa, uma vez que se baseiam em servir Deus em vez de servir para a salvação. As religiões positivas se concentram na melhoria da vida através do estabelecimento de escolas, hospitais e instituições de caridade, enquanto uma Testemunha aguarda um futuro, quando as coisas então devem melhorar.

Capacidade de argumentar

Em um esforço para criar uma unidade inabalável, as Testemunhas de Jeová são forçadas a suprimir habilidades de questionamento e raciocínio. Isso cria a unidade baseada, não na verdade, mas em se seguir às cegas tudo o que é dito nas publicações da Torre de Vigia. Ao sair, é desconcertante se conscientizar em quanta coisa você acreditou sem que tivesse qualquer sentido. É preciso tempo para poder confiar em sua própria capacidade de raciocínio  e para aprender a avaliar informações por seus próprios méritos. Seguem-se algumas das declarações da Torre de Vigia, nas quais se desencoraja o questionamento saudável das informações passadas por ela.

Propaganda religiosa falsa de qualquer fonte deve ser evitada como veneno! Realmente, visto que o nosso Senhor tem usado “o escravo fiel e discreto” para nos transmitir “declarações de vida eterna”, por que deveríamos querer recorrer a qualquer outra fonte? (A Sentinela de 1º de novembro de 1987, página 20).
 [Evite] questionar o conselho provido pela organização visível de Deus (A Sentinela de 15 de julho de 1983, página 22)
Qualificado Para Ser Ministro: 





Tradução: 


‘Acredite em todas as coisas’, todas as coisas que a Sentinela traz. (Qualificado Para Ser Ministro, de 1955, página 156)

 A Sentinela de 1967:



Tradução:


Na organização de Jeová não é necessário gastar muito tempo e energia em pesquisa, pois há irmãos na organização que são designados para fazer exatamente isso (A Sentinela de 1º de junho de 1967, página 338, em inglês).

A revista A Sentinela, edição de estudo, é um excelente exemplo da diferença entre educação e doutrinação. Em uma carta aos anciãos de 3 de abril de 2007, com o tema “Orientações para os dirigentes do estudo de A Sentinela", dizia-se o seguinte:


Crianças
Os filhos de Testemunhas de Jeová são criados para se sentir como estranhos na escola, impedidos de se envolver em muitas atividades normais da infância, como aniversários, Natal, Páscoa e uma variedade de feriados. Participar no esporte "competitivo" é mal visto, pois está associado a amigos mundanos.

A Sociedade Torre de Vigia oferece pouca atividade para crianças. A escola dominical é criticada porque, segundo ela, os pais abrem mão de suas responsabilidades para treinar seus próprios filhos.

Muitos pais acham que a escola dominical é um atalho fácil e popular para a educação religiosa dos jovens, aliviando-os dessa responsabilidade (Despertai! de 8 de março de 1971, página 19).

Em contrapartida, o cristianismo em geral oferece numerosas atividades para crianças, que vão desde a escola dominical até clubes, noites de música e viagens de acampamento.

Mais horrível que isso, como discutido em detalhes em pedofilia, as políticas da Torre de Vigia referente a abuso infantil cuidam antes de preservar a sua reputação em vez de cuidar do bem-estar das crianças. Isso levou a uma série de acordos extrajudiciais além de sentenças, resultando em que a Torre de Vigia pagou às vítimas dezenas de milhões de dólares.

Sem dúvida, o mais desagradável disso é chegar à conclusão de que os pais Testemunhas de Jeová demostram apenas “amor condicional” por seus filhos. As crianças de Testemunhas sabem que seus pais vão tratá-las como sendo parte do mundo ou mesmo evitá-las se elas optarem por não permanecer como Testemunhas de Jeová.

As crianças criadas em religiões de alto controle não têm permissão para desenvolver suas verdadeiras identidades. As crianças são obrigadas a se enquadrar em tipos psicológicos aceitáveis, tais como a extroversão necessária para a pregação. A estrita adesão às regras e a punição por desvios dificulta o desenvolvimento de limites pessoais. Ao deixar o grupo de alto controle na fase adulta, os ex-membros acham que todos os limites pessoais exigem uma reavaliação e podem embarcar em comportamentos autodestrutivos durante esta fase.
"... a educação como Testemunhas ainda define muito de mim e esta é a dificuldade para muitos de nós. Eu decidi a nunca mais pertencer a um lugar assim; é muito tarde para recuperar as coisas perdidas na infância; essas doutrinas destruíram muitas famílias. " E-mail do leitor

Assistência à sociedade - instituições de caridade
É normal que a religião preste assistência à comunidade através de instituições de caridade, escolas e universidades. Infelizmente, a intepretação da Torre de Vigia de que deve ser separada do mundo significa também que a organização e os membros pouco devem fazer para ajudar qualquer um que não seja uma das Testemunhas de Jeová.

A Torre de Vigia refere-se negativamente às instituições de caridade, descrevendo-as como corruptas e ineficazes. As informações sobre instituições de cardade geralmente fica restrita a relatórios sobre mau uso de fundos e à formação de "cristãos de arroz”. 

A Sentinela de 1969:



Tradução:
Se fazem alguma doação material, para instituições de caridade, por exemplo, é porque há necessidade de aliviar a consciência, ou porque a reputação está em jogo (A Sentinela de 1º de maio de 1969, página 280).
No entanto, quando se trata de organizações beneficentes, precisamos ter cautela na avaliação dos muitos pedidos que recebemos [...]Há uma maneira de dar que é ainda mais importante do que as obras de caridade. Jesus aludiu a isso quando um jovem governante rico perguntou o que tinha de fazer para ganhar a vida eterna. Jesus disse-lhe: “Vai vender teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu, e vem, sê meu seguidor.” (Mateus 19:16-22) Note que Jesus não disse apenas: ‘Dá dinheiro aos pobres e obterás a vida.’ Antes, ele acrescentou: “Vem, sê meu seguidor.” Em outras palavras, tão meritórios e benéficos quanto os atos caridosos possam ser, o discipulado cristão envolve mais O interesse principal de Jesus era ajudar outros de modo espiritual (A Sentinela de 1º de junho de 2003, página 7).

Jesus disse que sempre haverá os pobres e não se deve fazer parte do mundo, mas nenhuma dessas declarações indica que as pessoas pobres não devem ser ajudadas. Nota-se isso na parábola do Bom Samaritano, onde Jesus elogiou a pessoa que sai do seu caminho para fazer um ato de caridade a alguém de outro grupo. A Torre de Vigia também negligencia o mandamento de Jesus, em Mateus 19:19, para amar não apenas seu irmão, mas seu próximo assim como você. Em ambos os casos, não há limitação para restringir o amor aos de uma única organização; de fato os judeus consideram que os samaritanos são apóstatas.

A Torre de Vigia diz que o tempo é melhor aproveitado na pregação, pois isso leva à vida eterna, ao invés de um prolongamento temporal desta vida. Este é um argumento pouco intuitivo, uma vez que as instituições de caridade são um meio eficaz de pregar, aliviando positivamente o sofrimento imediato. Por exemplo, o Exército da Salvação e muitos grupos da Igreja passam um tempo considerável ajudando os outros, e no processo também podem ajudar as pessoas espiritualmente. Igualmente prático é o Sydney Adventist Hospital, o maior hospital sem fins lucrativos da Austrália. Um site intitulado www.guidestar.org lista mais de 60.000 instituições de caridade cristãs. Um artigo de Robert A. Sirico, intitulado “Religious Charities Do It Better", no Investor's Business Daily de 2 de fevereiro de 2001, declarou;

A administração Bush está destacando o papel essencial da caridade privada, incluindo o que é praticado por instituições de fé. Isso representa uma tentativa de se afastar das falhas abordagens administrativas em prol das abordagens e das iniciativas humanas empreendidas por aqueles que realmente conhecem e amam aqueles que precisam de ajuda.

As Testemunhas de Jeová não têm nenhum programa formal para ajudar os doentes, mesmo dentro de sua própria organização. As Testemunhas de Jeová doentes e desprovidas de recursos são muitas vezes obrigadas a tirar proveito de instituições de caridade mantidas por outras religiões, pois a assistência que elas precisam não é provida pela congregação. Testemunhas individuais podem estar tão ocupadas com reuniões e pregação que não têm tempo nem finanças para ajudar as pessoas que precisam. O seguinte é um e-mail que recebi de uma Testemunha a Jeová ativa.

Meu filho é epilético e muitas vezes quase morreu. Ele acabou de completar 16 anos e os repetidos ataques o deixou intelectualmente incapacitado. Todo esse tempo eu não tive ajuda da minha congregação; até o seu oxigênio, há mais de 10 anos, é pago pela Anglicare. A Anglicare também providenciou que um funcionário equipasse a meu filho e a nós com tudo o que fosse necessário, como um sinalizador que nos permite estacionar onde é mais fácil levá-lo para o carro ou deixá-lo em algum lugar, bem como provisão de medicamentos que nos permite tratá-lo em casa em vez de hospitalizá-lo. Tudo isso nos custaria muito como pais, mas nada do que temos veio da Sociedade Torre de Vigia.

Jamais se tornará  velho ou morrerá


Tradução:
Se você é um jovem, você também precisa enfrentar o fato de que você nunca envelhecerá neste atual sistema de coisas (Despertai! de maio de 1969, página 15).

Por mais incompreensível que pareça à maioria das pessoas, as Testemunhas de Jeová não esperam envelhecer ou morrer. Elas esperam viver para sempre nesta terra. À medida que as gerações mais velhas desaparecem ao tom de discursos fúnebres, à próxima geração de Testemunhas de Jeová recém-nascidas é dito de que não envelhecerão ou morrerão. Quando criança, eu não esperava chegar ao ensino médio e muito menos entrar no mercado de trabalho.

Desde o início, a Torre de Vigia pregou que seus membros não envelheceriam. Russell acreditava que em 1878, apenas 2 anos depois de formar a Sociedade Torre de Vigia, ele seria arrebatado para o céu. A partir de 1918, Rutherford promoveu o conceito de que "milhões que agora vivem jamais morrerão", pois entendia que a ressurreição terrena começaria em 1925.

Isso leva a que muitas Testemunhas de Jeová planejem muito pouco para seu futuro, velhice ou aposentadoria. Isso resulta em grande agitação emocional, pois aquele que deixa a Sociedade Torre de Vigia chega à percepção de que a velhice lhe será uma parte normal da vida.
Durante 2000 anos, os cristãos esperavam que a segunda vinda de Jesus ocorresse durante suas vidas. No entanto, grupos saudáveis ​​não sacrificam suas vidas na espera de tal eventualidade. Embora tal ocorrência seja muito bem-vinda, isso não os impede de ansiar e planejar, se necessário, para vidas saudáveis e longas.

Ponto de vista sobre as "pessoas mundanas"

"Se lhe fosse permitido o contato com forasteiros, descobriria que são criaturas semelhantes e que é mentira a maior parte do que ouviu a respeito deles. Acabar-se-ia o mundo fechado em que vive, e se evaporaria o medo, o ódio e, o sentido de razão permanente de que depende a sua moral (1984, de George Orwell, página 204).
  
Para forçar os membros a ficarem achegados à Sociedade Torre de Vigia, todas as pessoas que não são Testemunhas de Jeová são descritas como “mundanas". Como padrão, coisa típica de grupos de alto controle, os membros são desaconselhados de se associarem com pessoas que não fazem parte do grupo; não podem fazer “parte do mundo”. A visão da Torre de Vigia a respeito de "pessoas mundanas" é insidiosamente penetrante. Nas publicações da Torre de Vigia e nas reuniões, a maldade de todos os aspectos do mundo e do seu povo é apresentada de forma tão insistente que se torna mentalmente invasiva no sentido de que, na minha opinião, passa um falso conceito da realidade para o seguidor.


Mundana é toda pessoa não-Testemunha, mesmo aquelas que parecem possuir boas qualidades cristãs.

Também devemos guardar-nos da associação desnecessária com pessoas do mundo. Pode ser um vizinho, um colega de escola, de trabalho, ou de negócios. Talvez raciocinemos: ‘Ele respeita as Testemunhas, tem boa moral, e de fato conversamos sobre a verdade ocasionalmente.’ Todavia, a experiência de outros prova que com o tempo nós talvez cheguemos ao ponto de preferir tal companhia do mundo à de um irmão ou irmã espiritual. Quais são alguns dos perigos de tal amizade? (A Sentinela de 15 de fevereiro de 1994, página 24).

Esta é uma palavra adaptada, pois o termo “pessoa mundana” não aparece na Bíblia. João
15:19 aconselha. “Se VOCÊS fizessem parte do mundo, o mundo os amaria por pertencerem a ele. Agora, visto que VOCÊS não fazem parte do mundo, mas eu os escolhi
do mundo, por isso o mundo OS odeia”. Por mundo, João se refere à separação das práticas ímpias e das formas de culto, não de todas as pessoas não associadas à Sociedade Torre de Vigia.
O efeito desta mentalidade de nós e eles é significativo, pois cria isolamento físico e mental da população em geral. Sair do grupo torna-se mais difícil à medida que o tempo passa. Um medo irreal de estar no mundo pode se desenvolver, com os membros temendo isso como um lugar perigoso e ímpio.
Para mim, deixar a Sociedade Torre de Vigia resultou em eu sentir a grande alegria de perceber quão maravilhosa é a maioria das pessoas. Quando eu estava atravessando o trauma de deixar a organização, as constantes ofertas de ajuda, vindas de todos os tipos de pessoas, foi-me de bastante ajuda, pois, de outra forma, teria sido uma época insuportável. Descobri que as pessoas em geral são amorosas e constantemente procuram ajudar outros e sem interesse, mesmo que de pequenas formas; pessoas que trabalham por baixos salários por causa de seu desejo de ajudar os doentes; outros trabalhando como missionários ou fazendo pequenos atos de caridade com pouco reconhecimento.



As seguintes citações da Torre de Vigia mostram a sua visão estreita e nada razoável de todas as pessoas que não são Testemunhas:

Nossa escolha de amizades. Naturalmente, algum contato com descrentes — na escola, no trabalho e no ministério — é inevitável. Mas algo bem diferente é nos socializar com eles, até mesmo cultivando estreitas amizades. Justificamos esse tipo de associação por dizer que eles têm muitas boas qualidades? “Não sejais desencaminhados”, alerta a Bíblia. “Más associações estragam hábitos úteis.” (1 Cor. 15:33) Assim como um pouco de sujeira pode contaminar uma água limpa, a amizade com os que não temem a Deus pode contaminar nossa espiritualidade e nos levar a adotar conceitos, modo de nos vestir e de falar e a conduta do mundo (A Sentinela de 15 de fevereiro de 2013, página 24).
O espírito de companheirismo que une os que trabalham juntos no serviço de Deus é muito mais forte que o espírito que une pessoas do mundo que apenas se socializam (A Sentinela de 15 de setembro de 2010, páginas 13,14).
Embora algum contato com pessoas do mundo seja inevitável — no trabalho, na escola e de outro modo — temos de ser vigilantes para não ser sugados de volta à atmosfera mortífera deste mundo [...] Que o mundo siga seu próprio rumo, colhendo seus maus frutos na forma de lares desfeitos, filhos ilegítimos, doenças sexualmente transmissíveis, tais como a AIDS, e incontáveis outros males emocionais e físicos (A Sentinela de 15 de setembro de 1987, páginas 12, 14).

Sempre foi uma minoria que se manteve livre do controle deste governante invisível e de suas forças. Assim, o “mundo”, isto é, a massa da humanidade alienada de Deus, “jaz no poder do iníquo” [...] Isto talvez pareça difícil de crer. Mas, não manifesta claramente a maioria das pessoas do mundo a atitude e as obras do Adversário de Deus? [...] As pessoas do mundo, por exemplo, cobrem de honra e glória os indivíduos cujo impulso ambicioso os leva a ter grande riqueza, poder ou fama (Verdadeira Paz e Segurança – de Que Fonte?, páginas 122, 126).

Tradução:


Ao transmitir a mensagem do Reino ao invés de dar mero dinheiro ou coisas materiais, [nós, Testemunhas de Jeová] alcançamos aqueles que são realmente "pobres em espírito", "conscientes de sua necessidade espiritual", em vez de apenas os pobres egoístas desse mundo que não têm interesse em pertencer a Jeová. Assim, os pobres mundanos, não apropriados, que preferem pertencer a Satanás, o "deus deste sistema de coisas", são eliminados (A Sentinela de 15 dezembro de 1954, página 759).
Deverá querer vigiar quanto a como anda, para não começar, sem querer, a agir como os jovens mundanos (A Sentinela de 1º de setembro de 1970, página 529). 



Tradução:


Se você é uma daquelas pessoas raras que deseja servir ao Criador hoje, que quer dar-lhe uma devoção exclusiva, que quer fazer um trabalho agradável aos Seus olhos, que quer receber Sua aprovação e Seu dom da vida, então deixe que Jeová, por meio de seu espírito, cultive em você o bom estado de coração que é uma marca de seu povo (A Sentinela de 1 de junho de 1966, página 341; sublinhado acrescentado).
Como pessoas que desejam permanecer incontaminadas deste mundo, precisamos evitar a linguagem, a conduta e as atitudes tão comuns entre as pessoas do mundo, mas que não se harmonizam com a Palavra de Deus. Por exemplo, o ódio, a ganância, a conduta vergonhosa e a conversa obscena não têm lugar correto na nossa vida [...] precisamos ‘suportar-nos uns aos outros e ser perdoadores, assim como Jeová nos perdoou liberalmente’. (Colossenses 3:13) Essa não é a forma comum de o mundo lidar com outras pessoas, mas é a forma piedosa (A Sentinela de 1º de junho de 1985, página 25, 29).

A Torre de Vigia é particularmente dura em suas descrições de membros de outras religiões, incluindo cristãos. Tão fortes eram as denúncias de Rutherfords sobre outras religiões que um jornal descrevia os primeiros estudantes da Bíblia como uma religião de ódio. A terminologia venenosa utilizada continua até hoje.
O irmão Rutherford lançou um livro de capa bege, chamado Enemies (Inimigos). Denunciava a religião falsa como um “grande inimigo, que age sempre em prejuízo da humanidade”. Os praticantes da religião falsa foram identificados como “agentes do Diabo, quer estejam conscientes desse fato, quer não”. Ao apresentar o livro à assistência, o irmão Rutherford disse: “Notareis que a capa é da cor de couro, bege, e com ele vamos passar o couro [dar uma surra] na velha dama.” A assistência reagiu com um sonoro e entusiástico apoio. (Proclamadores do Reino, página 84).
Os clérigos da cristandade têm sido os mais destacados membros do descendente de Satanás (Revelação – Seu Grandioso Climax Está Próximo, página 30).
Todas as suas centenas de milhões de membros das igrejas, por continuarem a sustentar a religião da cristandade, tornam-se como grama abrasada, espiritualmente ressequidos aos olhos de Deus (Revelação – Seu Grandioso Climax Está Próximo, página 134).
Ninguém que examine os frutos do terço do mundo ocupado pela cristandade pode negar que ela está vagueando em total escuridão espiritual. (2 Coríntios 4:4) Ela é mais culpada, porque afirma ser cristã. Portanto, era somente correto que o quarto anjo trombeteasse o fato de que a “luz” da cristandade, na realidade, é escuridão, e que suas fontes de “luz” são babilônicas — não cristãs (Revelação – Seu Grandioso Climax Está Próximo, página 134).
As publicações do Reino continuam a expor as doutrinas e os modos babilônicos da cristandade, causando-lhe, em sentido figurativo, merecido dano (Revelação – Seu Grandioso Climax Está Próximo, página 154).

A seguintes resoluções são notáveis em suas generalizações:

Como TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, testificamos que: 
(1) ABOMINAMOS o vitupério que Babilônia, a Grande, e especialmente a cristandade, tem lançado sobre o nome do único Deus vivente e verdadeiro, Jeová. De nossa parte, AFIRMAMOS, de todo o coração, as palavras de Revelação 4:11: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder.” 
(2) ABOMINAMOS a aderência da cristandade a ensinos babilônicos, notavelmente os dum deus trino, da imortalidade da alma humana, do tormento eterno no inferno, dum purgatório ardente e da adoração de imagens — tais como as de Nossa Senhora e a cruz. Em harmonia com Revelação 22:18, 19, APEGAMO-NOS FIRMEMENTE à Palavra escrita de Deus e a tudo o que ela contém. 
(3) ABOMINAMOS as filosofias e práticas contrárias a Deus, tão comuns na cristandade, como a evolução, as transfusões de sangue, os abortos, a mentira, a ganância e a desonestidade. Na nossa adoração e no nosso modo de vida, HONRAREMOS o nosso Criador, Jeová Deus, o Todo-Poderoso, cujos caminhos são descritos em Revelação 15:3 como “justos e verdadeiros”. 
(4) ABOMINAMOS o fracasso da cristandade em acatar as mensagens de Jesus às sete congregações, em Revelação capítulos 2 e 3, em assuntos tais como o sectarismo, a idolatria, a fornicação, a influência tipo Jezabel, a mornidão e a falta de vigilância. Da nossa parte, OUVIREMOS E OBEDECEREMOS o “que o espírito diz às congregações”. 
(5) ABOMINAMOS a imoralidade e a permissividade na cristandade e entre os seus clérigos, e aclamamos o claro julgamento por Jeová, declarado em Revelação 21:8, de que os que continuam na sua imundície — fornicadores, mentirosos e semelhantes — serão totalmente destruídos. APOIAMOS DE TODO O CORAÇÃO as normas bíblicas sobre o sexo, o casamento e a vida familiar. 
(6) ABOMINAMOS a secular prostituição espiritual dos clérigos de Babilônia, a Grande, por ser cúmplices de governantes mundanos para conseguir poder, riqueza e domínio opressivo sobre o povo comum. ESTAMOS RESOLVIDOS a ajudar pessoas sinceras a obedecer à convocação do anjo, em Revelação 18:4: “Saí dela, povo meu.” 
(7) ABOMINAMOS a maciça culpa de sangue resultante dos mais de 100 milhões de vidas sacrificadas nas guerras só neste século, na maior parte atribuível à fornicação da grande meretriz com os poderes políticos. ALEGRAMO-NOS de que está próximo o tempo designado para Deus executar a punição judicial contra Babilônia, a Grande, conforme claramente mencionado em Revelação 18:21-24 (A Sentinela de 15 de Abril de 1989, páginas 18, 19)

Destruição de todos os não-Testemunhas
As Testemunhas de Jeová aguardam o tempo em que viverão livres de pessoas mundanas. Como anteriormente discutido em detalhes, a Torre de Vigia ensina que, em breve, “bilhões de pessoas que não conhecem Jeová [...] perecerão na grande tribulação” (A Sentinela de 1º de outubro de 1993, página 19). Os bilhões de cadáveres serão deixados para as ‘aves e os animais se empanturrarem com os cadáveres da multidão de Gogue’ (A Sentinela de 15 de setembro de 1988, página 26). Esta imagem desumana virtualmente extingue a existência de praticamente todos os vizinhos das Testemunhas, amigos de escola e colegas de trabalho.
Na imagem ao lado, as Testemunhas de Jeová são retratadas sorrindo enquanto o mundo e seus bilhões de habitantes são destruídos no Armagedom.
Deus Realmente se importa conosco? p. 22
Como adolescente, lembro-me que, com frequência, estava a falar, e mesmo a desejar, que, nesse tempo, eu poderia me mudar para uma bela casa na praia e reivindicar um Lamborghini Countach especialmente para mim.

Não fazer parte do mundo tem um efeito significativo nas pessoas. Um psicólogo declarou: "Enquanto os colegas saúdam a bandeira, celebram um aniversário, trocam cartões de São Valentim ou se inscrevem para atividades extracurriculares após a escola, as crianças das Testemunha de Jeová enfrentam conflito entre a inclinação pessoal e as rígidas proibições de sua seita. Alguns obedecem às proibições, enquanto outras vivem suas vidas duplas, mas todos experimentam conflitos internos tentando resolver essas coisas".
Ao descrever pessoas mundanas com os termos mais vis, forma-se uma opinião negativa e irreal de alguém que não seja Testemunha de Jeová. Aqueles criados como Testemunhas de Jeová, por não serem corretamente informados, muitas vezes acreditam que todas as pessoas mundanas são ruins e não são confiáveis, passando a ter profundo medo de deixar a Sociedade Torre de Vigia. Mesmo quando eu não acreditava mais na doutrina da Torre de Vigia, tive um tremendo medo de sair, pois acreditava que nunca encontraria amigos ou felicidade verdadeira e provavelmente se tornaria suicida. Ocorreu o contrário.
Outras religiões de alto controle também usam esta técnica com grande efeito. Os fiéis proíbem seus filhos de comer com outras crianças na escola ou assistir TV; ficar isolado da comunidade mantém os membros sem instrução para a realidade, cria neles uma visão irreal de "pessoas mundanas" e fá-los sentir que têm uma posição especial com Deus, sendo esses os principais métodos de controle.

Apóstatas
Os apóstatas são considerados e tratados de maneira pior do que adúlteros, pedófilos e assassinos. Não se deve falar com os apóstatas e nem ler seus livros. Eles devem ser "detestados" e "odiados", diz-se que comem da "mesa dos demônios" e são "reservados para a destruição"; palavras fortes de fato. Tão dominante é esse medo que a Torre de Vigia rotula todos os apóstatas como parte do anticristo, o que é injusto, pois muitos apóstatas permanecem como cristãos. Considere as seguintes declarações.
A apostasia é, na realidade, uma rebelião contra Jeová (A Sentinela de 1º de outubro de 1993, página 19)
Satanás foi a primeira criatura a se tornar apóstata. Os apóstatas atuais demonstram características parecidas com as do Diabo. A mente deles talvez esteja envenenada por uma atitude crítica com relação a certos membros na congregação, a anciãos cristãos ou ao Corpo Governante. Alguns apóstatas se opõem ao uso do nome divino, Jeová. Não se interessam em aprender sobre Jeová, nem em servi-lo. Assim como o pai deles, Satanás, os apóstatas atacam pessoas íntegras. (João 8:44) Não é para menos que os servos de Jeová evitam qualquer contato com eles! (A Sentinela de 14 de abril de 2009, página 6). 
Alguns apóstatas usam cada vez mais alguma forma de comunicação em massa, inclusive a Internet, para divulgar informações falsas sobre as Testemunhas de Jeová (A sentinela de 1º de maio de 2000, páginas 9,10).
Em primeiro lugar, algumas das publicações dos apóstatas apresentam falsidades por meio de “conversa suave” e “palavras simuladas”. (Romanos 16:17, 18; 2 Pedro 2:3) Não é isso o que esperaria receber na mesa dos demônios? [...] Aqueles que tiverem continuado a se alimentar à mesa espiritual de Satanás, a mesa dos demônios, serão obrigados a tomar parte duma refeição literal, não, não como participantes, mas como prato principal — para a sua destruição! (A Sentinela de 1º de julho de 1994, páginas 12, 13).
Os cristãos verdadeiros compartilham dos sentimentos de Jeová para com tais apóstatas; não são curiosos a respeito das idéias dos apóstatas. Ao contrário, ‘sentem aversão’ para com os que se fazem inimigos de Deus, mas deixam que Jeová execute a vingança (A Sentinela de 1º de outubro de 1993, página 19).
A obrigação de odiar o que é contra a lei aplica-se também a todas as atividades dos apóstatas. Nossa atitude para com os apóstatas deve ser a de Davi, que declarou: “Acaso não odeio os que te odeiam intensamente” (A Sentinela 15 de julho de 1992, página 12).
Lembre-se de que, neste caso, é Jeová quem nos diz na sua Palavra o que devemos fazer. E o que diz ele a respeito dos apóstatas? ‘Evite-os’ (Romanos 16:17, 18); ‘cesse de ter convivência com’ eles (1 Coríntios 5:11); e ‘nunca os receba no seu lar, nem os cumprimente’ (2 João 9, 10) (A Sentinela de 15 de março de 1986, página 13).
Tais [apóstatas], que voluntariamente abandonam a congregação cristã tornam-se, desta forma, parte do ‘anticristo’. (1 João 2:18, 19)” (A Sentinela de 15 de junho de 1985, página 32). .
Com a destruição dos apóstatas em toda a terra, que motivo se poderá ter de confiança em que se seguirá a vida num paraíso?  (Nosso Ministério do Reino de dezembro de 1975, página 6).

Felicidade
A Torre de Vigia tenta pintar o mundo como infeliz, em contraste com "o grupo mais feliz de pessoas na Terra”, as Testemunhas de Jeová.

 “Na realidade, são o grupo mais feliz de pessoas na Terra. Há bastante evidência para indicar que esta descrição se ajusta às Testemunhas de Jeová como grupo melhor do que a qualquer outra organização religiosa (A Sentinela de 1º de outubro de 1999, página 8).

Reivindicar que as Testemunhas de Jeová são as pessoas mais felizes da Terra é uma técnica que visa ao isolamento. Esse sentimento geralmente é repetido sem nunca apresentar a ‘abundante evidência’. Estudos mostram consistentemente que a maioria das pessoas se considera feliz e a observação pessoal não indica que as Testemunhas de Jeová, como grupo, são menos ou mais felizes do que outras pessoas.

“Feliz o povo cujo Deus é Jeová!” (Sal. 144:15) Essas palavras descrevem as Testemunhas de Jeová como o povo mais feliz da Terra. Não há nada que dê maior felicidade do que servir ao único Deus vivente e verdadeiro, Jeová. Visto que ele é o “Deus feliz”, os que o adoram refletem sua alegria (Nosso Ministério do Reino de fevereiro de 2002).
“Feliz o povo cujo Deus é Jeová!” (Sal. 144:15) Essas palavras descrevem as Testemunhas de Jeová como o povo mais feliz da Terra. [...]. Ajudar outros a encontrar felicidade: No mundo há muita infelicidade, e em geral as pessoas têm uma perspectiva triste quanto ao futuro. Contudo, nós temos uma perspectiva brilhante, pois sabemos que um dia não haverá mais tristeza (Nosso Minisitério do Reino de fevereiro de 2002, página 1).

Embora os servos de Deus não possam esperar a máxima felicidade no tempo atual, eles podem ter uma felicidade que não é usufruída por aqueles que não servem a Deus (A Sentinela de 1º de outubro de 1994, página 14).

Portanto, não é estranho que tantas pessoas no mundo tomem nota da felicidade do povo de Jeová. Na verdade, é um fator que atrai muitas pessoas para se associar a nós (A Sentinela de 15 de maio de 1961, página 297).


Pesquisas confirmam que mais da metade da população em geral se considera feliz. Como é que a Torre de Vigia aborda estudos que mostram que pessoas mundanas são felizes? O seguinte artigo usa um estranho raciocínio.

Trinta por cento das pessoas que responderam disseram que eram muito felizes [...]. Indica meramente que a maioria das pessoas deixaram talvez de reconhecer o significado do que está acontecendo, ou escolheram deliberadamente ignorá-lo (Despertai! de 8 de outubro de 1982, página 15).

Relacionamento com Deus
A espiritualidade e o relacionamento com Deus são estritamente regulados pela Sociedade Torre de Vigia, que se coloca como porta-voz, intermediária e mediadora entre Deus e o Homem. A Bíblia declara claramente que somente Jesus preenche esses papéis. Sempre que a Torre de Vigia fala de seguir a Organização, ela desvia a atenção de quem um cristão deve seguir, que é a Jesus. É interessante comparar o que a Bíblia declara com a doutrina da Torre de Vigia.

Para quem vamos: para a Organização.
Pedro questinou sobre a quem podemos seguir à parte de Jesus. A Torre de Vigia afirma que isso significa onde.

Bíblia.

(João 6:68) Simão Pedro lhe respondeu: “Senhor, para quem iremos? O senhor tem declarações de vida eterna”

(2 Coríntios 1:21) Mas aquele que garante que nós e vocês pertencemos a Cristo, e quem nos ungiu, é Deus.

Torre de Vigia
Para onde poderíamos voltar-nos, se abandonássemos hoje a organização de Deus? Não há outro lugar! (A Sentinela de 1º de maio de 1976, página 279)

Em nome de quem somos batizados: da Organização.
 Quando uma Testemunha de Jeová é batizada, o segundo voto de batismo confirma o desejo de ser identificado como parte de uma organização. Isso está em conflito com a orientação bíblica no batismo; nenhuma menção foi feita para se juntar a uma organização composta por intermediários terrenos.

Bíblia

(Mateus 28:19) Batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo.

(Atos 2:38) E cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo.


Torre de Vigia
Batismo o identificam como uma das Testemunhas de Jeová, em associação com a organização de Deus, dirigida pelo espírito dele? (A Sentinela de 1º de junho de 1985, página 31)

Quem é o nosso Mediador: o escravo fiel.

Jesus disse que ele sozinho é o mediador da humanidade e é somente por meio dele que uma pessoa pode ter um relacionamento com Deus. A Torre de Vigia aplica isso apenas aos líderes; todos os outros precisam se alinhar com os líderes para receber esses benefícios.


Bíblia

(1 Timóteo 2:5) Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: um homem, Cristo Jesus. . .

Torre de Vigia
De modo que, em estrito sentido bíblico, Jesus é o “mediador” apenas dos cristãos ungidos (A Sentinela de 15 de setembro de 1979, página 32).
Reconhecem que não são israelitas espirituais no novo pacto mediado por Jesus Cristo, nem fazem parte da “raça escolhida, sacerdócio real, nação santa” [...] Para manterem a relação com “nosso Salvador, Deus”, os da “grande multidão” precisam permanecer unidos com o restante dos israelitas espirituais (A Sentinela de 15 de junho de 1980, página 27).
Convite de vir à organização de Jeová para a salvação (A Sentinela de 15 de julho de 1982, página 21)

Vida eterna: através dos líderes ungidos
A Bíblia mostra que é através de Jeová e Jesus que obtemos a vida eterna. A liderança da Torre de Vigia através de sua doutrina sobre o mediador e o novo pacto, afirma que a vida eterna também vem através dela. Ela se insere entre Jesus e seus seguidores como o caminho para a salvação.

Bíblia

(João 14:6) Jesus lhe respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.

(João 17:3) Isto significa vida eterna: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo.

Torre de Vigia
Com o novo pacto, Jeová torna possível que muitos sejam abençoados por meio de poucos. Os que fazem parte desse pacto são poucos, apenas 144 mil. Por meio deles, milhões de pessoas de todas as nações serão abençoadas com a vida eterna num paraíso na Terra. Alguns dos que estão no novo pacto servem a Jeová na Terra hoje. Só eles devem comer o pão e tomar o vinho, porque foi com eles que Jeová fez o novo pacto, validado por meio do sangue de Jesus (A Sentinela de 1º de março de 2012, página 17).

Para quem foi escrita a Bíblia: para os líderes.
Dava-se então atenção especial à constituição do governo que regeria a humanidade por 1.000 anos, e quase todas as cartas inspiradas nas Escrituras Gregas Cristãs dirigem-se primariamente a este grupo de herdeiros do Reino — “os santos”, os “participantes da chamada celestial” (Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro, página 111).
Também aos cristãos ungidos pelo espírito, que governarão naquele reino, que se dirige a maior parte das Escrituras Gregas Cristãs, inclusive as promessas de vida eterna (A Sentinela de 15 de dezembro de 1974, página 752)
Tudo isso deve incutir na mente dos das outras ovelhas o motivo de as Escrituras Gregas Cristãs darem tanta atenção a Cristo e aos seus irmãos ungidos, e ao seu papel central na realização dos propósitos de Jeová. Por isso, os das outras ovelhas acham ser um privilégio apoiar de todo modo possível a ungida classe do escravo, ao esperarem “a revelação dos filhos de Deus” no Armagedom e durante o Milênio (A Sentinela de 1º de fevereiro de 2002, página 23).

A Sociedade Torre de Vigia afirma que existe dois grupos, os 144 mil líderes e “Outras Ovelhas”. Como mostrado acima, a afirmação é baseada no conceito de que a Bíblia foi escrita principalmente para os líderes, que Jesus é mediador apenas para eles, e que somente eles recebem o Espírito Santo. As “Outras Ovelhas” formam uma classe secundária que precisa seguir os líderes para obter a vida eterna e são julgados pelo modo como tratam os ungidos.

Nesta parábola, Cristo mostrou de modo claro que a salvação dos das outras ovelhas está intimamente relacionada com a sua conduta para com os ungidos, aos quais ele chamou de “meus irmãos” (A Sentinela de 1º de fevereiro de 2002, página 22)

A Bíblia, por outro lado, mostra que Jesus veio para criar uma única classe unida de seu povo, juntando judeus (pequeno rebanho) e gentios (outras ovelhas) sob o Novo Pacto, quando ele disse, em João 10:16: “E tenho outras ovelhas, que não são desse aprisco; a essas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, com um só pastor".

Conclusão
Quando uma pessoa é introduzida pela primeira vez na doutrina da Torre de Vigia, a aparência é de uma organização amorosa e pacífica, com uma esperança maravilhosa para o futuro. Retire as camadas superficiais e o que está embaixo é o oposto. Embora apresentada como uma religião de amor, um componente fundamental da mensagem é a destruição de bilhões de pessoas "mundanas" que não creem. Os membros são constantemente lembrados de sua pecaminosidade e exige-se deles, de maneiras pouco veladas, que thabalhem mais e mais para que a organização seja suprida de mão de obra e recursos e possa crescer. É uma religião de extremo controle, governada por um órgão central que não deve ser questionado sem que haja consequências terríveis. Este lado raramente é plenamente conhecido antes do batismo.

Existem grupos que são mais manipuladores do que a Sociedade Torre de Vigia. Como muitas Testemunhas de Jeová, eu tinha uma boa educação com uma boa família e amigos e o que considero ter sido uma vida encantadadora. Muitos que se juntaram à religião vieram de situações desfavoráveis e tornar-se uma das Testemunhas de Jeová foi uma melhora. No entanto, existem muitas religiões que proporcionam o mesmo bem-estar para seus seguidores sem os efeitos adversos do sistema de crença coercitiva e irreal da Torre de Vigia.

As Testemunhas de Jeová são doutrinadas para acreditar que nunca precisarão se formar, nunca irão criar rugas ou envelhecer, nunca terão que trabalhar ou pensar em aposentadoria, e pode ser devastador descobrir que tudo era uma mentira. Para aqueles que nunca tiveram que estabelecer limites, porque tudo chegava pronto para eles (sobre ter uma barba, fumar um cigarro ou comprar um bilhete de loteria), sair na metade da vida é traumático, pois não se tem ideia de quem você é ou de como você deve se comportar. Cerca de dois terços das pessoas que são criadas como Testemunhas de Jeová deixam a religião. Uma vez que a maioria são batizadas ainda como adolescentes, deixar a religião geralmente resulta em quebrar os laços familiares e gastar o restante de suas vidas praticamente sem contato com amigos de infâmcia e familiares.

Grupos de alto controle criam regras que vão além das leis aceitas na terra e dos princípios da Bíblia. Paulo pergunta apropriadamente em 1 Coríntios 10:29

“Por que a minha liberdade deveria ser julgada pela consciência de outro? ”

(Esta postagem foi traduzida com a ajuda do Google Tradutor)


Gostaria de conhecer melhor as Testemunhas de Jeová?
Então você precisa ler meu livro
Testemunhas de Jeová – o que elas não lhe contam?
Opções de download aqui
  


4 comentários:

  1. Ótima tradução. Continue com as boas postagens no Blog. Obrigado!

    ResponderExcluir
  2. Embora tudo isso, já seja de nosso conhecimento, os que já saimos a algum tempo da organização, é sempre revoltante relembrar tais ultrajes. Como as vezes, nos dizem: Vire esta página e siga em frente, você já perdeu tempo demais e não devia mais ficar desperdiçando sua vida com isso. Minhas irmãs carnais já me disseram isso. O que elas não entendem, é que isso reformou a nossa mente de maneira tão extrema, que eu comparo com os que enfrentaram uma guerra, sobreviveram a ela, mas pelo resto de suas vidas tem pesadelos com tais lembranças. Simplesmente não dá pra esquecer. Acho também, que nem deveríamos esquecer, temos que alertar outros para que não passem pelo que passamos...pela desilusão, pelo engano, pelas privações, pelos constrangimentos, pelas perda de nossas familiares, que além de não nos darem ouvidos, agora nos desprezarão e nos julgarão como o cão que voltou ao próprio vomito e a porca lavada que voltou se a revolver no lamaçal, apóstatas com toda a carga negativa que ela atribui a palavra...Por melhor que possamos estar vivendo agora, este estigma de termos sido Testemunhas de Jeová, nos acompanhará pelo resto de nossos dias.Abracos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim,é verdade! Jamais esqueceremos que passamos tantos anos dedicados a nada. E, para muitos, foram os melhores anos de suas vidas.

      É muito triste.

      Muito obrigado pela gentil visita e comentário.

      Excluir